Estudos Bíblicos

Êxodo (28) Gênesis (50)
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Estudo Êxodo 28

Em Êxodo 28, o grande objetivo do Senhor Deus em todas essas representações, era ensinar o seu povo a viver em adoração sincera a Ele. Tudo o que eles conheciam sobre a adoração fazia parte do rituais idolatras dos egípcios, mas nestes elementos o Senhor mudava tudo isso. Para conduzi-los por esse novo caminho, ele institui alguns homens que tinham o dever de aprender, ensinar e supervisionar a adoração do povo. Estes eram o sacerdotes.
Eles deveriam ser descendentes da tribo de Levi e de Arão, o primeiro sumo sacerdote de Israel.
Sua função era mais exigente que a dos levitas, pois tinham que manter o Tabernáculo funcionando, oferecer os sacrifícios diários e guiar o povo através do ensino. Além disso, eles faziam a mediação entre Deus e o povo, por meio de suas orações e sacrifícios.
Um esboço de Êxodo 28 pode ser feito da seguinte forma:

    • 28.1 – 5: As vestes sacerdotais
    • 28.6 – 14: O colete e o cinturão sacerdotal
    • 28.15 – 30: As vestes de Arão
    • 28.31 – 39: O manto sacerdotal
    • 28.40 – 43: As túnicas dos filhos de Arão 


As vestes sacerdotais (Êxodo 28:1-5)
Em primeiro lugar e mais importante, os sacerdotes deviam servir como mediadores entre Deus e os homens. … Além dos seus deveres cerimoniais, tais como oferecerem sacrifícios e cuidarem do lugar da adoração, atuavam como juízes (Dt 17.8-13), dispensavam bênçãos (Nm 6.22-27), apresentavam oráculos (Nm 27.21) e ensinavam a lei divina ao povo (Dt 33.10). Até então, Moisés cumprira as funções sacerdotais (Sl 99:6), e ele evidenciava a piedade e a humildade de seu caráter, ao cumprir prontamente a ordem de investir irmão com o ofício sagrado, embora envolvesse a exclusão perpétua de sua própria família. A nomeação foi um ato especial da soberania de Deus, de modo que não poderia haver base para o ressentimento popular pela seleção da família de Arão, com quem o ofício foi estabelecido de maneira inalienável e continuou em sucessão ininterrupta até a introdução da era cristã. Em relação a vestimentas sagradas, nenhuma santidade inerente pertencia ao material ou à obra. Mas eles são chamados de “santos” simplesmente porque não foram usados ​​em ocasiões comuns, mas assumidos no cumprimento das funções sagradas. Era um traje grandioso e suntuoso. Em material, bordado elaborado e cor, tinha um esplendor imponente. Sendo o tabernáculo adaptado à ajuda infantil da igreja, era certo e necessário que as vestes dos sacerdotes tivessem uma aparência tão magnífica e deslumbrante, que as pessoas pudessem ser inspiradas com o devido respeito pelos ministros, bem como os ritos dos sacerdotes. religião. Mas eles também tinham outro significado; porque, sendo todos feitos de linho, simbolizavam a verdade, a pureza e outras qualidades em Cristo, que o tornavam um sumo sacerdote, como nos tornava nós.

O colete e o cinturão sacerdotal (Êxodo 28:6-14)
A estola sacerdotal: Essa peça de linho, sem mangas, enfeitada com fios coloridos, era feita de material caro e descia desde o peito até a cintura. Possuía tiras nos ombros, com duas pedras de ônix gravadas com os nomes das tribos e um cinto (39-2-7). O peitoral, que continha o Urim e o Tumim, era seguro à estola por meio de duas argolas de ouro. As ombreiras eram grandes broches de pedras preciosas para prender o peitoral às demais vestes superiores do sumo sacerdote. O cinturão visava, segundo parece, a firmar as partes de frente de de trás do colete sacerdotal ao corpo do sacerdote.
Quando no versículo 9 cita "filhos de Israel", a expressão comumente se refere aos israelitas em geral, mas aqui é a lista das tribos que vai ser gravada, os filhos físicos de Jacó, que recebeu o nome de Israel, cujos filhos todos fundaram tribos israelitas. Arão levava os nomes em seus ombros para simbolizar o fato de que o sumo sacerdote representa todo o Israel quando ministra no tabernáculo. O éfode era um colete (veste) aonde eram presos sinos e pedras semipreciosas contendo o nome das tribos de Israel.

As vestes de Arão (Êxodo 28:15-30)
Farás também o peitoral do juízo de primorosa obra – uma peça de brocado muito esplêndida e ricamente bordada, um palmo quadrado, e dobrada, para que seja possível suportar o peso das pedras preciosas nela contidas. Havia doze pedras diferentes, contendo cada uma o nome de uma tribo, e dispostas em quatro filas, três em cada. Os israelitas tinham adquirido um conhecimento da arte do lapidário no Egito, e a quantidade de sua habilidade em cortar, polir e definir pedras preciosas, pode ser julgada pelo diamante formando um dos ornamentos gravados neste peitoral. Um anel foi anexado a cada canto, através do qual as correntes de ouro foram passadas para prender esta peça brilhante de jóias na parte superior e inferior firmemente no peito do éfode.
E porás no peitoral do juízo Urim e Tumim – As palavras significam “luzes” e “perfeições”; e nada mais é significado do que as pedras preciosas do peitoral já descritas (compare Êx 39:8-21; Lv 8:8). Eles receberam o nome porque o porte deles qualificou o sumo sacerdote para consultar o oráculo divino em todas as emergências públicas ou nacionais, indo para o lugar santo – de pé diante do véu e colocando a mão sobre o Urim e Tumim, ele transmitiu um petição do povo e pedido conselho de Deus, que, como o Soberano de Israel, deu resposta do meio da Sua glória. Pouco, no entanto, é conhecido sobre eles. Mas pode-se notar que os juízes egípcios usavam no peito de suas túnicas oficiais uma representação da Justiça, e o sumo sacerdote em Israel também oficiava como juiz; de modo que alguns pensam que o Urim e Tumim tinham uma referência às suas funções judiciais.

O manto sacerdotal (Êxodo 28:31-39)
O manto do éfode todo de material azul era a vestimenta do meio, sob o éfode e acima do casaco. Ele tinha um buraco através do qual a cabeça era impulsionada e era formado cuidadosamente de uma peça, como era o manto de Cristo (Jo 19:23). O sumo sacerdote era de cor azul-celeste. A ligação no pescoço era fortemente tecida, e terminava abaixo em uma franja, feita de borlas azuis, roxas e escarlates, na forma de uma romã, intercaladas com pequenos sinos de ouro, que tilintavam quando o usuário estava em movimento.
Sino de ouro e granada – Os sinos eram pendurados entre as romãs, que dizem ter chegado a setenta e dois, e o uso deles parece ter sido para anunciar ao povo quando o sumo sacerdote entrou no lugar santíssimo, para que eles pudessem acompanhá-lo com suas orações, e também para se lembrar de estar vestido em sua vestimenta oficial, para ministrar sem que fosse a morte. O som dos sinos será ouvido significa que, segundo a tradição judaica, a ponta de uma corda era amarrada ao tornozelo do sumo sacerdote e a outra ponta permanecia fora do tabernáculo. Se os sinos no seu manto cessassem de retinir enquanto ele estivesse no Lugar Santíssimo, a suposição de que ele teria morrido podia ser testada ao puxar levemente a corda.
Sobre o turbante de Arão havia uma lâmina ou diadema. O mesmo objeto é chamado de coroa (29.6; 39.30;Lv 8.9) e era usada pelos reis (2Sm 1.10). A lâmina gravada era de ouro puro e identificava Arão como alguém que fora separado para o Senhor como representante religioso de Israel. 
A mitra era um gorro tipo coroa para a cabeça, não cobrindo toda a cabeça, mas aderindo bem perto dela, composto de linho fino. A Escritura não descreveu sua forma, mas de Josefo podemos ver que ela era de forma cônica, já que ele distingue as mitras dos sacerdotes comuns dizendo que elas não eram cônicas – que ela era circundada por faixas de azul bordadas e que estava coberto por um pedaço de linho fino para esconder as costuras.
túnica de linho – uma roupa presa no pescoço, e chegando até o fundo da pessoa, com as mangas terminando no cotovelo.
cinto de obra de bordador – um pedaço de linho retorcido, ricamente bordado e tingido de várias formas. Diz-se que foi muito longo, e sendo muitas vezes enrolado em volta do corpo, estava preso na frente e as pontas pendiam, o que, sendo um impedimento para um padre na ativa, geralmente era jogado através dos ombros. Esta foi a vestimenta exterior dos sacerdotes comuns.

As túnicas dos filhos de Arão (Êxodo 28:40-43)
Os filhos de Arão não tinham direito aos três objetos simbólicos, que só podiam pertencer ao sumo sacerdote: a estola sacerdotal e o peitoral (ambos com as pedras que guardavam a memória sagrada dos filhos de Deus)  a lâmina de ouro (36), pela qual o sacerdote declara santificadas as ofertas do povo. "Os ungirás, e consagrarás, e santificarás", a unção confirmava a bênção e a eleição de Deus sobre um sacerdote, um profeta ou um rei. No Novo testamento, o próprio Espirito Santo é a unção (At 10.38). O sentido de consagrar era encher a mão com ofertas, e isto o crente faz oferecendo seu próprio ser em adoração e em serviço (Rm 12.1). O próprio Cristo santificou-Se para tornar-Se Sublime Oferta (Jo 17.19); muito mais devem Seus seguidores se santificar, para servi-Lo até o fim da vida.
A roupa d baixo era usada de forma que não violasse o mandamento de 20.26. A nudez ritual, muito comum em outras religiões antigas, era [terminantemente] proibida em Israel. Estatuto perpétuo. O termo é ligado às estipulações que eram importantes para as gerações futuras: a Páscoa e a Festa dos Pães Asmos em lembrança do êxodo (12:14, 17), a chama contínua na lâmpada no Lugar Santo (27.20-21), as roupas sacerdotais oficiais utilizadas no serviço do tabernáculo (28:43), o próprio serviço sacerdotal perpétuo (29:9) e a lavagem das mãos e pés antes de ministrar (30:19-21). Lembrar do lavapés da Santa Ceia antes do Calvário.

<Estudo Êxodo 27
Estudo Êxodo 29>

Estudo Êxodo 27

Em Êxodo 27, vemos que o primeiro elemento que os israelitas deveriam ver quando entrassem no pátio do Tabernáculo deveria ser o altar do holocausto (Êxodo 27:1). O objetivo era trazer a memória do povo a necessidade de se oferecer sacrifício constantemente para que a comunhão com Deus fosse mantida. Somente os sacrifícios apagariam os pecados dos transgressores e eles seriam novamente aceitos. Vivemos hoje em uma nova e superior aliança. Não há mais mediadores, o sumo sacerdote Jesus mantém o caminho aberto para Deus de maneira constante. Não permita que o medo de desenvolver intimidade com o Senhor lhe domine. Não se deixe levar pela incredulidade que nos cerca, onde as pessoas dizem que Deus não se importa, que “não está nem aí” para nossa vida. Ele nos ama e quer estar perto de nós de maneira que possamos perceber Seu agir nas mais diversas situações do dia-a-dia.

Um esboço de Êxodo 27 pode ser feito da seguinte forma:

    • 27.1 – 8: O altar de madeira
    • 27.9 – 18: O pátio do Tabernáculo
    • 27.19 – 21: A Tenda do Encontro 


O altar de madeira (Êxodo 27:1-8)
O altar dos holocaustos (ofertas totalmente queimadas) era feito de madeira recoberta de bronze. Os chifres nas quatro pontas eram importantes no ritual e recebiam aplicações de sangue por ocasião da consagração dos sacerdotes (29.12), nas ofertas pelo pecado e no Dia da Expiação. Davam proteção a qualquer pessoa que se agarrasse a eles. O altar era oco e era cheio de terra ou pedras não lavradas. Tinha em torno de 2,3 m de comprimento por 1,4 m de altura. Devido à sua natureza portátil, era um quadrado aberto, feito de madeira de acácia, coberto com uma folha de bronze. … O altar funcionava como um lugar para abater os animais de forma “limpa” para retirada da carne (desde que todo sangue pertencia ao Senhor e como o único lugar autorizado de sacrifício. O altar das ofertas queimadas era a primeira coisa que os israelitas viam quando entravam no pátio do tabernáculo. Aqui sacrifícios eram constantemente feitos. Sua vívida presença constantemente lembrava o povo de que eles somente poderiam vir a Deus através do sacrifício. Era o único meio pelo qual seus pecados poderiam ser perdoados e levados embora. Em Hebreus 10.1-18, Jesus Cristo é retratado como o sacrifício definitivo. Era mais uma armação de altar do que um altar propriamente dito (v. 8). … O altar do holocausto, com o sangue vertido, representa a grande verdade do evangelho da expiação do pecado por meio do sacrifício vicário de Cristo. A própria posição desse altar, próximo à porta do átrio, indica a necessidade primária do pecador de ter seus pecados lavados pelo sangue de Cristo e, até que isso seja feito, ele não deve adorar a Deus ou mesmo entrar na Sua presença. O altar testemunhava da culpa do pecador e de sua necessidade de expiação e reconciliação, e lhe assegurava que isso tinha sido alcançado.
Os chifres. Eles sobressaíam dos quatro cantos superiores do altar. A expressão “uma só peça” indica que os chifres eram parte do próprio altar, e não que lhe foram acrescidos. O sacerdote tocava nestes chifres com o dedo, molhado no sangue do sacrifício pelo pecado. Algumas vezes se atavam a esses chifres animais que seriam sacrificados. Na descrição do segundo advento do Senhor crucificado, o profeta Habacuque (3:4) vê “chifres que saem da Sua mão”; “ali”, nas marcas dos pregos nas mãos de Cristo, “está velado o Seu poder”. … Tendo em vista que um animal que tem chifres os usa para atacar outros animais, os chifres se tornaram símbolo de força e poder.
recipientes para recolher cinzas. da grelha (v. 4): pás. Para levar as cinzas para longe. bacias de aspersão. Para recolher o sangue dos animais sacrificados ao lado do altar e para aspergi-lo na base do altar. garfos de carne. Tinham três dentes, e eram usados para dispor devidamente o sacrifício ou para retirar a porção dos sacerdotes do recipiente em que estava sendo cozido, braseiros. Provavelmente para levar carvões vivos [brasas vivas] do altar do holocausto para o altar de incenso dentro do Lugar Santo. Os acessórios, estando fora do tabernáculo propriamente dito, eram todos feitos de bronze. Uma pesada grelha de bronze era colocada à metade da altura do altar entre a base e o topo (v. 5). Nas quatro extremidades da grelha havia argolas, pelas quais passavam varais revestidos e bronze, para o transporte do altar (v. 6, 7). É provável que fosse uma borda ao redor da parte superior do altar que facilitava ao sacerdote colocar ali as ofertas. Mais uma vez, vemos que estes objetos eram figuras do plano de Deus. … O altar dos sacrifícios aponta para a parte suprema do plano de Deus, o sacrifício do Senhor Jesus Cristo para pagar o preço dos nosso pecados. É de madeira, e, em certo sentido, a cruz foi o altar de Cristo, onde Ele foi sacrificado. As ofertas diárias feitas no altar uniam o povo de Israel no culto, e eram uma lembrança de que sem derramamento de sangue não há remissão de pecado (Hb 9.22), até o dia em que Cristo se ofereceu a Si mesmo, uma vez para sempre (Hb 9.28).

O pátio do Tabernáculo (Êxodo 27:9-18)
O átrio era um retângulo de 45,75 m x 22,87 m, envolto por cortinas de linho fino, com 2,28 m de altura separando esse átrio do acampamento de Israel ao redor. O pátio é apresentado com duas partes iguais. O Lugar Santíssimo provavelmente ocupava a posição central na metade do oeste, e o altar dos holocaustos, a posição central na metade do leste, o lado oriental, que dá para o nascente. A entrada ao pátio do tabernáculo olhava para o leste, assim como a do templo de Salomão (v. Ez 8.16) e a do templo de Herodes. Na parte central da parte oriental havia uma “cortina” com cerca de 8,9 m de comprimento. Como entrar em comunhão com Deus? Cristo é a porta e o único caminho (Jo 10.7; 14.6). Ao todo 60 “colunas” sustentavam as “cortinas” ao redor do átrio, ou uma a cada 3,46 m em média. As “colunas” eram provavelmente de madeira de acácia revestidas de bronze e eram colocadas em “bases” também de bronze com ganchos para sustentar as cortinas. Havia um pátio com cortinas de linho fino trançado de dois metros e vinte e cinco centímetros de altura. Suficientemente altas para impedir a visão das pessoas em pé do lado de fora do pátio e para proteger a santidade e privacidade da adoração que ocorria do lado de dentro. Isso [cinco côvados] era metade da altura do tabernáculo, o qual era, desse modo, perfeitamente visto pelo povo do lado de fora. Apenas os sacerdotes e levitas podiam transitar livremente no átrio, que representava a primeira etapa na aproximação do mundo até Deus, por parte do ser humano. O sacrifício expiatório no altar do holocausto e o ato de se lavar (Êx 30:18) precediam a comunhão com Deus.

A Tenda do Encontro (Êxodo 27:19-21)
Certamente havia muitos utensílios usados no serviço do santuário, entre eles a bacia. As “estacas” mantinham as coberturas do tabernáculo esticadas e as “colunas” em seus lugares. Esses acessórios tinham uma função importante. Talvez não pudessem ser equiparados em importância à mobília nos dois compartimentos do tabernáculo e ao altar do holocausto; contudo, sem eles os sacerdotes não poderiam ministrar. Eles eram como os indispensáveis “dons” que Deus colocou “na igreja” (1Co 12:28). Azeitonas verdes eram esmagadas num pilão. A massa polpuda era, então, colocada num cesto de pano, e o óleo pingava pelo fundo, produzindo um combustível puro que queimava com pouco ou nenhuma fumaça, era o azeite puro de oliveira. A lâmpada era o candelabro de ouro que ficava no lado sul do Santo Lugar. Havia um cuidado especial para que as lâmpadas não se apagassem à noite. … A “lâmpada acesa continuamente” era um lembrete perpétuo dAquele em quem não há “treva alguma” (1Jo 1:5). Assim deveria ser com a igreja, “a luz do mundo”, sua luz nunca deve se apagar. A “lâmpada acesa continuamente” no santuário representava a “verdadeira luz”, “a luz dos homens”. Apontava também para as Sagradas Escrituras, que são lâmpada para os pés (Sl 119:105). O azeite de oliva é um símbolo do Espírito Santo, a fonte e o meio de iluminação espiritual (Zc 4:2-6; At 2:1-4). Era propósito que Israel fosse luz para as nações ao redor. A “vantagem” que os judeus tinham era “principalmente” que a eles “foram confiados os oráculos de Deus” (Rm 3:1, 2), ou seja, a palavra profética que predizia a vinda da Palavra viva, “a verdadeira luz que vinda ao mundo ilumina a todo homem”.
A tenda da congregação: O tabernáculo foi chamado assim porque ali se reuniam Deus e os representantes religiosos de Israel, conforme estava determinado pelos regulamentos litúrgicos. Não era a mesma coisa que a “tenda da congregação” montada fora do acampamento, onde Deus se encontrou com Moisés (33.7; Nm 12.4). O tabernáculo não era um lugar em que o povo de Deus se reunia para a adoração coletiva, mas onde o próprio Deus se encontrava – em ocasiões por ele determinadas, e não por acaso – com o Seu povo. acesas as lâmpadas … do entardecer até de manhã. As lâmpadas eram acesas no entardecer (v. 30.8) e, segundo parece, apagadas de manhã (1Sm 3.3).

<Estudo Êxodo 26
Estudo Êxodo 28>

Estudo Êxodo 26

Êxodo 26 é marcado pela instrução acerca das cortinas que separavam o Átrio do Lugar Santo e do Santo dos Santos, ou Lugar Santíssimo. Um estudo de Êxodo 26 nos mostra que fazia parte do dia-a-dia do sacerdote estar no Lugar Santo, pois ali estavam o altar com incenso, cujo fogo deveria ser mantido acesso, o candelabro e os pães da proposição.
Porém, o Lugar Santíssimo só podia ser acessado pelo sumo sacerdote, uma vez por ano, no Dia da Expiação, para apresentar a oferta de expiação pelos pecado de toda a nação. Este lugar era a “habitação de Deus”. Caso fosse achada iniquidade no sumo sacerdote, ele morreria ali mesmo.
Quando o Senhor Jesus morreu na Cruz, devemos lembrar que o véu que do Templo, que era um símbolo do Tabernáculo se rasgou de alto a baixo (Marcos 15:38).
Isso aconteceu, porque Jesus é o caminho de acesso a Deus. Ele nos abriu um novo e vivo caminho, por onde podemos passar com confiança até a presença do Senhor.
Um esboço de Êxodo 26 pode ser feito da seguinte forma:

    • 26.1 – 6: As cortinas do Tabernáculo
    • 26.7 – 14: A cobertura do Tabernáculo
    • 26.15 – 30: As armações de madeira
    • 26.31 – 37: O véu do Tabernáculo 


As cortinas do Tabernáculo (Êxodo 26:1-6)
A palavra tabernáculo em português vem do latim tabernaculum e significa tenda. Em hebraico (mishkan), o vocábulo quer dizer, literalmente, lugar de habitação. Algumas vezes, faz referência somente a uma tenda. Em outras passagens, alude a uma tenda cercada por um pátio. A mesma palavra no hebraico é usada posteriormente para o santuário em Siló (SI 78.60) e para os santuários de adoração em Jerusalém antes e depois de o templo ser construído (SI 26.8;46.4;74.7). Em Êxodo, a descrição do tabernáculo começa com o interior, de acordo com o “ponto de vista de Deus” , por assim dizer, e depois fala do exterior. Dessa forma, as dez cortinas são citadas primeiro. Estas dez peças são divididas em duas partes. As cortinas internas foram feitas com tecidos delicados de cores vibrantes e com modelagem divina. Tudo isso estava fora do alcance de vista do público. Estas cortinas formavam o forro do teto. Cada uma das peças de tecido tinha 12,6 m de comprimento e 80 cm de largura. As cortinas eram agrupadas em dez seções, a fim de que pudessem ser movidas com maior facilidade. Cada detalhe acerca das cortinas foi especificado, incluindo as direções nas quais seriam feitas as laçadas e os colchetes. Assim, as peças de tecido se uniam de forma a modelar uma tenda.
Habituados ao paganismo do Egito, para os filhos de Israel o santuário seria um tipo de escola da verdadeira adoração. E uma das lições mais importantes que deveriam aprender era a diferença entre o sagrado e o comum. O tabernáculo do deserto, apesar de ser móvel, continha vários elementos que ensinavam esta distinção.

A cobertura do Tabernáculo (Êxodo 26:7-14)
Cortinas de pêlos de cabras. O grosseiro tecido das cortinas de fora protegeria o delicado tecido das de dentro. Os pelos de cabra formavam um tecido rico de cor preta, altamente valioso no mundo antigo. As cortinas exteriores, onze cortinas, deveriam ser maiores do que as interiores, para que pudessem cobrir toda a extensão das últimas (v. 1,2). A cortina externa sobressalente foi usada para cobrir a parte da frente da tenda (v. 9). A dimensão aproximada para cada cortina externa era 13,5 m de comprimento e 1,8 m de largura. Isso permitiria uma sobra de um côvado em cada lado (v. 12,13).

As armações de madeira (Êxodo 26:15-30)
Há duas opiniões básicas acerca da visualização desta seção. Uma ilustra a moldura como uma sólida estrutura de madeira que seria usada para suportar o considerável peso dos tecidos suspensos acima da armação de madeira. Contudo, a outra afirma que uma estrutura sólida de madeira taparia completamente os tecidos, particularmente as peças interiores de linho fino, que, ao que tudo indica, seriam moldadas para serem exibidas, louvando, assim, ao Senhor. Desta forma, a segunda opinião é a preferencial. A moldura era parecida com uma estrutura de treliça, por meio da qual a cobertura de tecido interior ficava claramente visível.
As armações seriam feitas para poder ser montadas e desmontadas de forma prática, uma grande característica da tenda portátil. Da mesma forma que foi registrada a modelagem dos tecidos, as instruções precisas a respeito de armações, encaixes e bases foram dadas. Cada armação teria 4,5 m de comprimento por 70 cm de largura. Vinte armações ficariam do lado norte, 20 do lado sul e seis do lado ocidental. Vigas nos vértices estabilizariam a estrutura. As bases de prata eram valiosas, bonitas e, acima de tudo, funcionais. Elas seriam confeccionadas com a prata doada como pagamento da redenção dos homens com idade acima de 20 anos (Ex 38.25-28).
As barras seriam colocadas nos ângulos retos das tábuas perpendiculares (v. 15- 25), para estabilizar a estrutura das treliças. Em cada um dos três lados do tabernáculo (norte, sul e oeste), cinco barras seriam adicionadas para fortalecer a estrutura e torná-la rígida, e no meio das tábuas seria posta a barra do meio. O considerável peso dos tecidos e a perspectiva de condições climáticas rigorosas faziam com que a estrutura precisasse de reforço adicional.
A madeira de cetim usada para fazer as tábuas e as barras também foi revestida com ouro. Esse revestimento adicionou peso extra à estrutura, mas também aumentou sua beleza e seu valor intrínseco.

O véu do Tabernáculo (Êxodo 26:31-37)
O véu separava o lugar santo do santíssimo (veja o registro deste véu em Êx 36.35,36). Somente a arca ficaria no santíssimo.Talvez o mais bonito e complexo de todos os tecidos do tabernáculo fosse o véu (hb. paroket; compare com o v. 36). Este deveria ficar pendurado nos ganchos de ouro em quatro colunas do tabernáculo, dividindo o aposento em dois cômodos separados. O maior espaço seria chamado de lugar santo, e o menor de santíssimo. No hebraico, esta palavra também pode ser chamada de o mais santo dos lugares ou o Santo dos santos (compare com Hb 9.2,3, que utiliza o termo o Santo dos Santos).
A arca com o seu propiciatório era o único objeto que ficaria no santíssimo. O castiçal e a mesa deveriam ficar no lugar santo. Cada objeto era intencionalmente disposto para refletir um modelo, uma ordem e um projeto transmitidos por Moisés (v. 30).No hebraico, a palavra masak é usada para descrever a cortina da entrada da tenda (Êx 27.16;35.17;38.18;39.40;40.8,33). Algumas vezes, essa palavra é usada para se referir ao véu que separava o lugar santo do santíssimo (Êx 35.12;39.34;40.21; compare com o termo véu em Êx 26.31). Essa separação era feita com fios multicoloridos e acabamento artístico. Era pendurada em cinco colunas de madeira de cetim, revestidas de ouro, e ainda havia cinco bases de cobre. A cortina que permitia a entrada no tabernáculo não poderia ser levantada por qualquer vento. O acesso ao interior da tenda era altamente restrito por esta pesada e ornamentada barreira. Isso lembra ao cristão que o maravilhoso acesso ao Deus vivo se deu porque Cristo completou Sua obra (Hb 4.16).

Aprendi algo de muito interessante sobre o contexto das cortinas que separavam o acampamento do pátio, o pátio do lugar Santo, e o lugar Santo do lugar Santíssimo:
A primeira cortina era chamada de caminho, a segunda de verdade e a terceira de vida. Atrás da primeira cortina (caminho) estava o altar do holocausto, representando a morte substitutiva de Cristo e a primeira atitude do converso: aceitar a redenção através do sacrifício de Jesus. Ali também ficava a pia da purificação, representando a Cristo como a Água da Vida (Jo.4:10) e o segundo passo da conversão: o batismo por imersão. Após a segunda cortina (verdade), estava a mesa com os pães da proposição representando Cristo como o Pão da Vida (Jo.6:35), o candelabro, Cristo como a Luz do mundo (Jo.3:19) e o altar de incenso, Cristo o nosso único Mediador (1Tm.2:5). O lugar Santo é um símbolo da verdade que deve reger a vida do cristão na busca pela santificação, através do alimento espiritual diário pela da Palavra de Deus, de uma vida de oração e de fiel testemunho. Atrás da terceira cortina (vida), mais conhecida como o véu do santuário, estava a arca da aliança e o propiciatório no lugar Santíssimo. Ali era manifestada a “Shekinah”, a glória de Deus.
Quando Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (Jo.14:6), Ele não proferiu novo ensinamento; Ele materializou nEle o que o povo deveria ter aprendido com as lições do santuário. Ninguém poderia entrar no lugar Santíssimo e ter acesso ao Pai se não fosse pelo que Jesus realizou no pátio, entregando a Sua vida para o perdão dos nossos pecados. Por isso que quando da cruz o Salvador expirou, “o véu do santuário se rasgou em duas partes de alto a baixo” (Mt.27:51). Ele não foi rasgado de baixo para cima como se por obra de mãos humanas, mas “de alto a baixo”, representando a obra que só Cristo poderia realizar.
Todo aquele que aceita a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida, inevitavelmente entra no santuário. O pátio é lugar de decisão. O lugar Santo é lugar de perseverança. E o lugar Santíssimo é lugar de vitória. Precisamos avançar de um compartimento para o outro e entrar com Cristo no Santo dos Santos. Ele já garantiu a vitória por nós. Creio que foi olhando para o santuário que o sábio Salomão escreveu: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4:18). Pela fé nAquele que nos comprou este direito a alto preço, atravessemos as cortinas do santuário e perseveremos até o dia perfeito em que o Senhor nos revestirá com Sua glória.

<Estudo Êxodo 25
Estudo Êxodo 27>

Estudo Êxodo 25

A partir de Êxodo 25 até Êxodo 31 temos o registro da direção de Deus à Moisés para a construção do Tabernáculo. E de Êxodo 35 a Êxodo 39, vemos como o povo sob a liderança de Moisés, executou a tarefa. Um estudo de Êxodo 25 nos mostra que O santuário ou tabernáculo do deserto fora o primeiro local oficial de culto da jovem nação de Israel. Cheios dos despojos do Egito, os filhos de Israel foram convocados a ofertar os materiais mais preciosos que de lá haviam trazido. Uma convocação que deveria ser voluntária: “Fala aos filhos de Israel que Me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso” (v.2). O principal objetivo do santuário, além de ter sido uma maquete do plano da redenção, uma escola da graça de Deus para Israel, fora o método que o Senhor usou para demonstrar o Seu desejo de morar no meio do Seu povo.
Um esboço de Êxodo 25 pode ser feito da seguinte forma:

    • 25.1 – 9: Oferta e instruções para o Tabernáculo
    • 25.10 – 22: Instruções para a Arca da Aliança
    • 25.23 – 30: Instruções para a mesa
    • 25.31 – 40: Instruções para o candelabro 


Oferta e instruções para o Tabernáculo (Êxodo 25:1-9)
Que me tragam [...] voluntariamente. Deus não precisa de presentes de Seu povo, mas Ele os recebia como parte de uma verdadeira adoração. Contudo, nesta passagem, o Senhor pediu aos israelitas ofertas específicas e voluntárias. Isto porque Ele almejava presentes dados livremente e de bom grado, não sob coação. Além disso, o Senhor descreveu a natureza da oferta para que Moisés pudesse cumprir o plano que Ele estava prestes a revelar.
A lista fornecida pelo Senhor a Moisés continha itens e materiais de grande valor, entre eles o cobre, comumente usado nesse período. A larga utilização do ferro só aconteceria séculos depois. Tais presentes deveriam ser dados a Deus pelo povo para expressar seu desejo de adorá-lo em espírito e em verdade.
Santuário significa lugar santo. Assim como o solo se tornou sagrado por causa da presença divina na sarça em chamas (Êx 3.5), o santuário também seria sagrado, está relacionado com a palavra que no hebraico significa ser sagrado, qadash) por causa da presença de Deus protegendo a estrutura e os seus símbolos e habitando no meio deles. O Senhor, cuja verdadeira morada é o céu, queria que fosse erguido um lugar que representasse Sua santidade entre os israelitas. Assim, o templo é uma notável condescendência da graça de Deus. Ele, que habita genuinamente as alturas celestes, almejou a criação de uma estrutura que servisse de centro simbólico de Sua presença entre os hebreus. Neste sentido, a forma verbal habitarei está associada ao verbo no hebraico do qual deriva a palavra shekinah, que indica o esplendor, a glória e a presença de Deus residindo entre Seu povo.
O modelo sugere que há uma realidade no céu com a qual o tabernáculo terreno deveria assemelhar-se (Êx 25.40;26.30;27.8; At 7.44; Hb 8.5).

Instruções para a Arca da Aliança (Êxodo 25:10-22)
O mais importante símbolo religioso associado ao tabernáculo era a arca ou caixa sagrada. Em contraste com a idolatria dos vizinhos de Israel, o santuário do Deus vivo não possuía semelhança com o templo deles ou ídolos de qualquer tipo (Êx 20.2-6). A arca, cuidadosamente moldada e majestosamente decorada, guardava o documento que confirmava o relacionamento de Deus com a nação — as duas tábuas de pedra dos Dez Mandamentos — e outros símbolos da misericórdia divina para com ela.
A Arca era uma espécie de caixa feita de madeira hoje conhecida como Acácia. Ela media 2 ½ côvados de comprimento por 1½ de altura e largura e era recoberta de ouro puro por dentro e por fora. Na parte superior havia uma coroa de ouro ao seu redor. Próximo ao fundo e em cada um dos cantos havia argolas de ouro. Varas de madeira cobertas de ouro passavam através destas argolas e eram utilizadas para carregar a Arca de forma elevada.
No topo da Arca se encontrava uma tampa de ouro conhecida como "propiciatório". Uma vez por ano, no grande dia da expiação, o sangue de um sacrifício era aspergido pelo sumo sacerdote neste local.
Nas extremidades do propiciatório havia dois querubins de ouro. Estes dois querubins estendiam as suas asas e tinham as suas faces voltadas para o propiciatório. Acima do propiciatório e entre os querubins estava a glória "Shekinah" de Deus (Salmo 80:1, 99:1; Shekinah é uma palavra hebraica significando a manifestação da presença de Deus. A Arca era a única peça de mobília que havia no Santo dos Santos.  
A madeira de cetim (traduzida como acácia na nvi) era durável e resistente ao desgaste e aos insetos, o que a tornava o material apropriado para a construção da arca. No tocante às dimensões desta, o côvado era uma medida que correspondia ao comprimento entre o cotovelo e o dedo médio de um homem. A gradação pode variar; entretanto, a estimativa mais aceita para a medida de um côvado é 45 cm. Assim, a arca tinha aproximadamente um metro e dez centímetros de comprimento, 70 cm de largura e 70 de altura.
As únicas imagens permitidas por Deus foram dois querubins, belas representações artísticas de seres misteriosos e angelicais. O querubim provavelmente era uma criatura que tinha corpo de leão, rosto de homem e asas de um grande pássaro. Outras culturas antigas tinham modelos similares. Exemplos de querubins adornados também foram bordados na tapeçaria das cortinas do tabernáculo (Êx 26.1). Suas asas se estendiam para cima, cobrindo e sombreando a tampa. Suas faces tinham o olhar voltado para baixo, fixo na misericórdia do propiciatório.
O Senhor prometeu a Moisés que se encontraria com ele em cima do propiciatório. A palavra usada para falar desse encontro é virei, que carrega um significado específico: encontrar-se em um lugar determinado. O Senhor também encontraria Moisés na tenda da congregação (Êx 29.42,43;30.36). Algumas pessoas defendem a ideia de que o propiciatório e os querubins se arranjavam de modo a formar uma espécie de trono para o Senhor, com as asas dos anjos estendidas produzindo um extraordinário assento para Ele, ou talvez uma espécie de escabelo (1 Cr 28.2).

Instruções para a mesa (Êxodo 25:23-30)
A mesa era usada para dispor os 12 pães na presença do Senhor. Ela possuía aproximadamente 90 cm de comprimento, 45 de largura e 70 de altura.
Da mesma forma que a arca, a mesa deveria ser coberta com ouro e possuir uma moldura de ouro decorativa (v. 11). A borda era um elemento embelezador e também impedia que os objetos em cima da mesa fossem desarrumados.
A mesa deveria ter argolas e varas para que pudesse ser propriamente transportada. As varas protegiam o objeto sagrado de ser tocado por mãos humanas.
Todos os utensílios feitos com ouro puro, magnífico material, eram majestosamente moldados para representar fisicamente a santidade, para mostrar que Israel era um povo consagrado a Deus.
Os pães da proposição são descritos com maiores detalhes em Levítico 24.5-9. Os 12 pães, que representavam as 12 tribos de Israel, ficavam dispostos em duas fileiras com seis pães cada uma. Isso era chamado de os pães da proposição, literalmente pão da face), porque eram colocados de forma que estivessem sempre simbolicamente diante da “face” de Deus.

Instruções para o candelabro (Êxodo 25:31-40)
Talvez o mais notável ornamento do tabernáculo fosse o menorah, um castiçal de ouro. A iluminação naquela época era comumente feita em tigelas de barro cozidas no forno que continham azeite de oliva. Uma extremidade com um sulco ou uma prega segurava o pavio. Sete lâmpadas, modeladas com muito cuidado e precisão, ficavam dispostas nesse magnífico castiçal. O capítulo 37 (v. 17-24) nos conta como os artesãos fizeram essa peça. A expressão um castiçal indica que todos os elementos do castiçal deveriam ser fixados em uma sólida peça de ouro, o que demandava habilidade e conhecimento dos artesãos. Este foi um grande trabalho artístico.
Uma das sete lâmpadas deveria ser colocada no meio, flanqueada por três braços de cada lado. Este se tornou o modelo básico do menorah no judaísmo posterior. O simbolismo do número sete remete à passagem da criação em Gênesis e representa a completude.
Os copos, as canas e as maçãs produziam um impressionante efeito de decoração. A lâmpada iluminava o interior do lugar santo, mas era também um trabalho de arte por si só, mostrando o prazer de Deus em obras artísticas.
Alumiar defronte. Os pavios estavam todos no mesmo lado do castiçal, a fim de que a luz fosse vertida principalmente em uma direção. Eles permaneceriam acesos mesmo quando nenhum sacerdote estivesse presente.
Os utensílios usados na manutenção das lâmpadas também eram feitos de ouro. Um talento pesava aproximadamente 35 quilos. É muito difícil estimar o valor monetário do castiçal, visto que não havia moeda corrente ou dinheiro em circulação naquela época. Só podemos dizer que era altamente valioso e primorosamente belo.
 Moisés não recebeu apenas instruções sobre como fazer todos estes utensílios. Ele atentou, no Sinai, para o modelo segundo o qual os objetos deveriam ser criados (Êx 25.9;26.30;27.8; At 7.44; Hb 8.5).

Há algumas preciosas lições que podemos tirar de toda a vasta quantidade de detalhes e instruções que vemos acerca deste projeto:
A qualidade e excelência dos materiais utilizados na construção, são um símbolo da Majestade de Deus;
A cortina utilizada para separar os elementos sagrados, limitando o acesso, é uma representação da Santidade de Deus e sua perfeição moral. Criando uma distinção entre quem somos e quem Deus é;
A mobilidade do Tabernáculo mostra que Deus estar conosco em todo tempo e todos os lugares.
A madeira utilizada no Tabernáculo foi a acácia. Nobre e rígida, ela era muito comum naqueles desertos orientais. Excelente para o serviço.
Outro detalhe importante está na cobertura da arca da aliança. Esta parte era chamada de propiciatório, e se destacava por ser o lugar onde a glória de Deus repousava em forma de nuvem, sobre as asas dos querubins de ouro.
Nele também era realizado o sacrifício anual de expiação, o mais importante para Israel. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos e caso fosse aceito, o pecado de todo o povo era perdoado.
hoje. Apesar de não precisarmos mais realizar os rituais do santuário, pois que todos apontavam para o perfeito cumprimento deles em Cristo, eles nos deixaram lições que não perdem a validade. O Senhor só mudou o Seu santuário de lugar: “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo” (1Co.6:19-20). Deus transferiu a Sua habitação para “todo homem cujo coração o mover para isso” (v.2). É algo pessoal, voluntário e intransferível.
Muitas vezes olhamos para os relatos da Bíblia como histórias distantes de um Deus que está distante, e perdemos o privilégio de um relacionamento íntimo com o mesmo Deus que não muda (Ml.3:6) e que deseja habitar em nós. Há um Deus ansioso por isso e que todos os dias nos diz: “Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a Minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele, Comigo” (Ap.3:20). A Lei que um dia esculpiu em pedras, Ele deseja imprimir em nosso coração. A glória que manifestou no propiciatório, Ele deseja manifestar em nossa vida. Como os pães que ficavam na mesa de Seu santo lugar, Ele deseja nos saciar com Sua Palavra. Como a luz que brilhava do candelabro, Ele deseja iluminar a nossa vida e o nosso caminho.
Antes de tudo, porém, o Senhor deixa bem claro que a nossa oferta deve ser voluntária, assim como foi voluntária a oferta do supremo sacrifício do nosso Salvador. Somente quando aceitamos a Cristo, confiando nEle e dependendo unicamente de Sua graça, compreendemos que só por Ele o nosso corpo maculado pelo pecado pode ser transformado em habitação do Espírito Santo. Jesus está neste momento batendo à porta do seu coração. Você aceita o convite? Permita que Ele entre e descubra a verdadeira felicidade em tê-Lo como seu grande Amigo.

<Estudo Êxodo 24
Estudo Êxodo 26>

Estudo Êxodo 24

Em Êxodo 24, após a ministração das leis que deveriam reger Israel, o Senhor Deus disse a Moisés que chamasse Arão, Nadabe, Abiú e setenta autoridades de Israel para adorar à distância do monte. Aqui, o objetivo do Senhor é confirmar a aliança que havia acabado de fazer com o povo e queria ter certeza de que eles haviam entendido e eles responderam: “Faremos tudo o que o Senhor ordenou”. Um estudo de Êxodo 24 nos mostra que devemos ter a consciência de que servimos a um Deus Santo, perfeito. Que ama o ser humano mais do que ninguém, mas não tolera o pecado. Daí a instituição dos sacrifícios. A mensagem era: a vida inocente apagará o pecado do transgressor, mas não havia remissão sem sacrifício.

Um esboço de Êxodo 24 pode ser feito da seguinte forma:

    • 24.1 – 8: Israel aceita as Leis
    • 24.9 – 11: Deus se manifesta aos líderes de Israel
    • 24.12 – 18: Quarenta dias e quarenta noites 


Israel aceita as Leis (Êxodo 24:1-8)
Setenta e cinco homens foram convidados a subir o Monte Sinai para adorarem ao Senhor. Estavam ali:Moisés o profeta, e seu ministro Josué. Arão e seus filhos subiram como representantes do futuro sacerdócio Levítico. Os setenta anciãos sem dúvida representavam a nação de Israel que teve o seu início com setenta almas (Gênesis 46:27). Somente Moisés como mediador da aliança é que se aproximou de Deus.
Note a maneira pela qual a aliança foi realmente confirmada: Moisés cuidadosamente repetiu todas as palavras da aliança para Israel (versículo 3). O povo concordou com as três formas de lei que compunham a aliança (versículo 3). Moisés escreveu uma cópia da lei da aliança de Deus (versículo 4). Moisés construiu um altar e doze monumentos na base do Monte Sinai representando as doze tribos. Como não havia ainda o sacerdócio Levítico (Números 3:41) Moisés enviou alguns homens jovens para oferecer sacrifícios ao Senhor (versículo 5). Para que isso fosse possível, Deus deu instruções especiais para que um altar temporário fosse erguido até que o tabernáculo estivesse completo (Êxodo 20:24). Moisés pegou a metade do sangue e espargiu sobre o altar (versículo 6) e a outra metade colocou em bacias. A aliança foi formalmente confirmada quando o sangue foi espargido sobre a nação de Israel (versículo 8). Este ato foi usado para provar a necessidade do sangue de Cristo na dedicação da Nova Aliança (Hebreus 9:18-28). Moisés concluiu ao ler novamente a lei ou "livro da aliança", e o povo mais uma vez concordou (versículo 7).

Deus se manifesta aos líderes de Israel (Êxodo 24:9-11)
As partes envolvidas em uma aliança normalmente faziam uma refeição fraternal (Gênesis 31:43-55). Isto não nos ajuda a entendermos o significado da ceia do Senhor (Mateus 26:26-28)?
A respeito da festa no Monte Sinai note: Quando é dito que eles "viram a Deus" isto significa que viram o reflexo da Sua glória. Eles não viram a glória Dele ou mesmo um símbolo da Sua presença (I Timóteo 6:16, Deuteronômio 4:15-19). Debaixo de Deus havia um pavimento que parecia como o Céu na sua claridade. A pedra de safira é mencionada em conexão com Deus em Ezequiel 1:26. As palavras do versículo 11 registram o extraordinário fato de que ao invés de Deus destruir os homens, eles festejam em Sua presença. Isto é espantoso para aqueles que entendem a pecaminosidade do homem e a santidade de Deus. Eles "viram" Deus, mas não morreram pelo fato de estarem fazendo uma aliança com Deus e o sangue de um substituto tinha sido oferecido. Somente através do sangue de Cristo é que qualquer pecador pode se aproximar do Senhor (Efésios 2:13). Fora de Cristo, Deus se torna um fogo consumidor (Hebreus 12:29).
As pessoas citadas no versículo 1 deste capítulo viram o Deus de Israel. A menção de seus pés e de sua mão indica que elas avistaram uma manifestação do Senhor em um tipo de forma humana. Talvez esta fosse a aparência de Jesus antes de Sua encarnação (Êx 23.20). A falta de detalhes nos lembra que qualquer tentativa de descrever a glória divina é, de certa forma, insuficiente.O trecho ele não estendeu a sua mão sobre os escolhidos dos filhos de Israel se refere aos anciãos dos versículos 1 e 9 e, provavelmente, sugere que o Senhor de fato pôs Sua mão sobre Moisés. A repetição da afirmação viram a Deus dá ênfase ao acontecimento.

Quarenta dias e quarenta noites (Êxodo 24:12-18)
Após a festa Moisés subiu ao Monte Sinai onde recebeu as tábuas de pedra e as instruções para o Tabernáculo. Arão e Hur assumiram a responsabilidade de Moisés durante os quarenta dias que ele estaria fora. O relato a respeito do bezerro de ouro nos lembra quão cedo e quão terrivelmente o povo quebrou a aliança.
Moisés se encontrava reunido no topo do Monte Sinai que estava coberto com uma nuvem como uma manifestação da presença do Senhor. No sétimo dia Deus falou com Moisés e revelou a Sua glória como um fogo consumidor.
Moisés passou quarenta dias e quarenta noites recebendo maiores instruções do Senhor. Isto nos faz lembrar de Cristo, que após confirmar a Nova Aliança através do seu sangue, ficou ainda mais quarenta dias (depois da Sua ressurreição) ensinando os Seus discípulos (Atos 1:3).
Após verem a Deus, os escolhidos comeram e beberam. A refeição festiva da aliança provavelmente incluía a carne dos sacrifícios pacíficos, o pão e o vinho. Esta era uma grande celebração da presença do Deus vivo. Constituía também um relance profético da Ceia do Senhor Jesus com Seus discípulos, na qual Ele transformou os antigos símbolos de libertação do Egito (pão e vinho) em novas representações de Sua iminente morte e ressurreição (Mt 26.17-30).O comando sobe a mim demonstra que apenas Moisés pôde chegar perto de Deus naquela hora. Hoje, todos nós somos chamados a ter uma viva comunhão com Ele por intermédio de Jesus (Hb 4-14-16).
No versículo 12 também é feita a primeira menção às tábuas de pedra, nas quais o Senhor escreveu Sua lei e os mandamentos. A maioria das pessoas imagina que os primeiros quatro mandamentos (que falam sobre o relacionamento pessoal de um homem com Deus) foram escritos de um lado das tábuas e os outros seis (relativos à responsabilidade de um indivíduo perante sua família e sua comunidade), do outro lado. Entretanto, é mais provável que os Dez Mandamentos tenham sido escritos em cada uma das tábuas de pedra. Os tratados do Oriente Médio eram feitos em duplicata. Colocava-se cada uma das cópias no respectivo templo das partes envolvidas no acordo. Assim, os deuses de ambos os povos testemunhavam a aliança. Contudo, no caso dos Dez Mandamentos, possivelmente ambas as cópias foram dispostas perante o único Deus vivo. O objetivo de Deus ao fornecê-las a Moisés era instruir o povo, ideia transmitida pela forma verbal ensinares, a qual, neste texto, é a origem do substantivo traduzido como lei.
No versículo 13, o vocábulo servidor é geralmente traduzido como ministro. Josué foi a primeira pessoa mencionada durante a batalha de Israel com os amalequitas (Êx 17.9-14;32.17;33.11).
No discurso de Moisés, o plural usado com o pronome nos na instrução esperai-nos aqui sugere que Josué acompanhou Moisés até pelo menos parte do caminho de subida do monte Sinai. Talvez Josué tenha ajudado o profeta durante a vigorosa ascensão à montanha, mas não tenha recebido permissão para se aproximar da presença de Deus junto com seu líder (v. 15,18). Josué não estava com o povo durante esse período, mas podia ouvir o barulho dos israelitas, por causa da corrompida adoração ao bezerro de ouro. Mais tarde, Josué comunicou ao profeta o alarmante ruído que escutava. Quanto à menção a Hur, veja Êxodo 17.10.
Moisés testemunhou o aparecimento do Senhor no meio de uma nuvem (Êx 19.9), a qual é intimamente associada à glória de Deus, como em Êxodo 33.9. Após seis dias no monte, Moisés foi chamado pelo Todo-poderoso. É possível que o sétimo dia de espera fosse também o sétimo dia da semana, o sábado (Shabat). Nesta passagem, o emprego da palavra glória faz referência à relevância, importância e influência do Altíssimo (Êx 16.7,10;33.18,22;40.34,35).
No versículo 18, a expressão aos olhos dos filhos de Israel indica que, novamente, o que eles viram não nos é descrito. Tudo o que o povo pôde enxergar foi um fogo consumidor. Moisés já havia presenciado algo parecido ao deparar-se com a sarça em chamas (Êx 3.2). Logo, podia reconhecer que isso simbolizava a manifestação de Deus. Apesar de as Escrituras nos informarem que o profeta ficou no monte quarenta dias e quarenta noites, o significado desse período não é especificado. Entretanto, se atentarmos para a reação das pessoas (Êx 32.1), talvez possamos concluir que a ausência de Moisés se deu por um longo período.

<Estudo Êxodo 23
Estudo Êxodo 25>

Estudo Êxodo 23

Em Êxodo 23 vemos a exposição de leis relacionadas à prática da justiça. Elas são uma expansão do nono mandamento. E visam o exercício imparcial da justiça entre os israelitas, e também são considerados alguns outros aspectos da vida civil de Israel. Um estudo de êxodo 23 nos mostra que a necessidade de Israel de chegar ao lar não era maior do que a necessidade de estar preparado para lá entrar. O cuidado de Deus em ensinar Suas leis ao povo promoveria este preparo e fundamento sólido de sua fé. Semelhante ao Egito, as nações que habitavam em Canaã eram pagãs e idólatras. Sua cultura e costumes eram totalmente contrários ao estilo de vida designado por Deus ao Seu povo. Em cada “Não” declarado pelo supremo Legislador, há uma grande carga de sabedoria e de amor. A postura dos filhos de Israel frente à maldade deste mundo precisava ser diferente se quisessem possuir a terra prometida.
Um esboço de Êxodo 23 pode ser feito da seguinte forma:

    • 23.1 – 9: Leis judiciais
    • 23.10 – 13: O Ano Sabático 
    • 23.14 – 19: As festas sagradas
    • 23.20 – 33: Preceitos e promessas 


Leis judiciais (Êxodo 23:1-9)
Enquanto ainda acampavam, tinham de aprender a viver em comunidade de forma harmônica com o Senhor e uns com os outros. Todos precisavam colaborar a fim de que pudessem avançar nesse sentido. E as leis de Deus lhes seriam uma espécie de “GPS”, iluminando-lhes o caminho. Uma das coisas de que o Senhor deixou bem claro é que o nosso dever cristão de perdoar os inimigos e de fazer-lhes o bem não pode ser confundido com dar-lhes a mão e ser coniventes com suas maldades. Há uma linha divisória entre o bem e o mal. Não há como permanecer fiel seguindo os critérios da maioria que segue para o mal. E isto deve ser ainda mais operante na vida daqueles que detém algum tipo de autoridade. Justificar o ímpio ou aceitar suborno são práticas que jamais devem compor o currículo daqueles que professam ser forasteiros a caminho do Lar.
Notícias maliciosas são condenadas nas Escrituras (Tg 3.1-12). Todas as decisões legais deveriam ser estritamente justas. Nem o poder, nem a maioria ou mesmo a pobreza dos homens deveria influenciar um juiz na integridade do seu julgamento. Apesar do pobre ser oprimido com freqüência, a atuação legal indevida, poderia em alguns casos, ser tendenciosa e agir injustamente a favor dele. A compaixão não deve ser uma desculpa para favorecer a criminalidade. Na América moderna, os direitos e propriedades dos ricos têm sido, em alguns casos, violados em nome da caridade. A justiça nua e crua é que deveria servir de regra (Levítico 19:15).
No versículo 4, o inimigo, neste contexto, seria outro hebreu.
Também presente [suborno] não tomarás. A verdadeira justiça não pode ser comprada.
A regra de ouro (O conceito moral de tratar os outros como queremos ser tratados tem sido sempre a regra de Deus (Mateus 5:44). Deus era o Rei de Israel e nunca iria justificar ou tomar parte do que era mau.

Em muitos países hoje os estrangeiros são hostilizados, mas Deus já demonstrava cuidado com eles pois estrangeiro Israel foi no Egito.

O Ano Sabático (Êxodo 23:10-13)
Além do sábado (Shabat) semanal (Êx 20.8-11 ;31.12- 18), Israel deveria reservar um Ano Sabático (descanso da terra por um ano  pós seis de cultivo) após sua chegada na Terra Prometida. Somente Deus poderia criar uma exigência como esta, pois somente Ele poderia suprir as necessidades daqueles que fossem obedientes (Levítico 25:20-22). Esta lei trazia vários benefícios á Israel: A lei permitia que a terra descansasse e assim viesse a produzir mais durante os anos. A lei criava uma oportunidade para que Israel aprendesse que Deus pode prover para aqueles que confiam nEle. As crianças cresciam e podiam ver por várias vezes a maravilhosa provisão de Deus durante a juventude deles. A lei ajudava ao pobre e promovia o espírito de doação. A lei providenciava o tempo livre para Israel poder se reunir e ouvir a lei de Deus ser reafirmada (Deuteronômio 31:10-13). Nós precisamos de certos momentos em nossas vidas, nos quais, poderemos nos concentrar nas coisas de Deus. A falha de Israel em guardar esta lei, foi em parte a causa da deportação deles para a Babilônia (II Crônicas 36:21).
No versículo 12, o dia de sábado é mencionado aqui como sendo um direito legal dos animais de carga e dos servos. Isto é vergonhoso para o comércio que insiste numa semana de trabalho de sete dias.
Nós devemos evitar a familiaridade com o mal. Até mesmo os nomes dos falsos deuses deveriam ser esquecidos (Números 32:38).

As festas sagradas (Êxodo 23:14-19)
Todo ano Israel deveria observar três festas que tinham a duração de uma semana. A Festa dos Pães Ázimos, que começava com a Páscoa; a Festa das Colheitas, que era chamada de a Festa de Pentecostes, pois tinha o seu início cinqüenta dias após a Páscoa; e por último, a Festa da Colheita, ou a Festa dos Tabernáculos, assim chamada pelo fato de Israel se mudar para tendas durante esta festa (Levítico 23:39-44). O propósito destas festas era: Elas ajudavam a manter as tribos de Israel unificadas como nação. Elas perpetuavam a memória dos grandes eventos da história de Israel: A Páscoa relembrava a Israel a saída do Egito. A Festa de Pentecostes relembrava a Israel a entrega da lei no monte Sinai. A Festa dos Tabernáculos relembrava Israel a peregrinação pelo deserto antes de entrarem em Canaã.
As festas eram um meio de promover um tempo de descanso e celebração para o povo de Deus. O Senhor está interessado no bem estar do Seu povo (Deuteronômio 16:1-16, note os versículos 11 e 14). Quando os homens foram comparecer perante o Senhor, Ele protegeu as suas casas (Êxodo 34:23-24). Isto também fortaleceria a fé de Israel. A história revela que Deus realmente protegeu Israel nestas ocasiões.
Como o fermento era símbolo do pecado, não deveria ser utilizado nos sacrifícios. A gordura devia ser queimada e não deveria estragar pois o corpo de Cristo não viu a corrupção (Atos 2:31). Todos estes sacrifícios prefiguravam o Calvário.
Que possamos também dar á Deus primeiro (Provérbios 3:9).
Cozinhar um animal jovem no leite de sua mãe é contrário ao espírito gentil e refinado que Deus deseja para o Seu povo.

Preceitos e promessas (Êxodo 23:20-33)
No versículo 20, este anjo ou mensageiro de Deus, era sem dúvida Cristo pré-encarnado (I Coríntios 10:9). O nome de Deus estava nEle (versículo 21) o que significa que Ele tinha a autoridade e os atributos de Deus. Ele iria liderar e abençoar Israel, mas eles deveriam ter todo cuidado em não provocá-lo para que Ele não viesse a julgar seus pecados. Ele se manifestou na rocha ferida e na coluna de nuvem e fogo. A presença Dele era a força deles.
Os deuses de Canaã, incluindo Baal e suas companheiras Anat e Aserá, deveriam ser completamente destruídos. As estátuas, símbolos da evidente sexualidade do culto cananeu, também teriam de ser demolidas.
Deus destruiu as nações de Canaã por causa da maldade e vil idolatria cometida por eles. Israel deveria destruir todos os traços da cultura deles e se recusar a fazer aliança com eles ou mesmo deixá-los habitar na terra. Embora não sermos mandados a segregar, como o foi Israel, nós devemos ser espiritualmente separados do mundo (II Coríntios 6:17-18).
Após entregar os julgamentos a Israel, Deus faz promessas maravilhosas a eles se eles viessem a obedecer.
No versículo 25, Servireis. Esta forma do verbo servir significa adorar, bem como obedecer (Êx 3.12). O alimento e a água, necessários à vida, estariam a cargo de Yahweh, e não dos supostos deuses da fertilidade da religião cananeia. O povo de Israel não tinha razões para procurar falsos deuses (v. 24). O verdadeiro Deus supriria suas necessidades.
Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra. As promessas de Deus de fazer os israelitas férteis lembravam ao povo que este não precisava de nenhum ritual de fertilidade, o que era muito comum em Canaã.
Terror (hb. 'êmâ) é uma das muitas palavras usadas na Bíblia para se referir a medo, mas não é a mais comum delas. Veja seu uso em Gênesis 15.12, como um dos vocábulos que descrevem a experiência de Abraão e a promessa de Yahweh. Esse termo pode ser empregado em um sentido geral, e, em Êxodo 15.16, uniu-se a outra palavra de semântica similar (espanto). Entretanto, é possível que neste versículo 27 a expressão queira dizer algo mais. É quase como se o termo fosse personificado. Nós propomos que o vocábulo impactante (terror) seja lido como minha ira neste contexto.
No original em hebraico o termo vespões está no singular, a vespa, embora o substantivo possa ser traduzido no plural, como neste caso. Quanto à forma verbal enviarei, esta é a terceira vez que ela é usada nesta passagem (v. 20,27) tendo Yahweh como o sujeito.
Observe o esquema a seguir: 1) Eis que eu envio um [meu] anjo diante de ti... (v. 20). 2) Enviarei o meu terror diante de ti... (v. 27). 3) Também enviarei vespões diante de ti... (v. 28).
É possível que, no primeiro exemplo, o anjo seja uma referência direta ao Salvador pré-encarnado (v. 20), mas o segundo e o terceiro termos são simplesmente ideias mais gerais e abstratas. A estrutura da passagem, entretanto, leva-nos a explorar a ideia de que ambas, ira e vespa, são palavras que também expressam maneiras pelas quais o Anjo operará em favor do povo de Deus. Ele, que é conforto e proteção a Israel (meu Anjo), é igualmente uma manifestação da ira de Deus (meu terror) contra a perversidade dos cananeus, cujas maldades agora estão completas (compare com Gn 15.16). Por isso, os habitantes de Canaã estão prestes a sentir a ferroada aplicada pelo anjo (a vespa). Yahweh prometeu que julgaria os perversos (Gn 15.14). Não é possível que o terror, no versículo 27, seja a personificação da justa indignação divina contra os maus? Em caso afirmativo, também não é possível que esta seja, até aqui, uma desconhecida ilustração profética de Cristo? Sabemos que um dia o Salvador virá como o Juiz vingador (Ap 19.11 -21; compare com SI 2 e 110). No versículo em análise, como a ira de Deus, Ele é apresentado estando prestes a julgar os cananeus. Da mesma forma, é possível que Ele também seja a vespa. Visto que não há nenhum registro de Deus usando insetos de qualquer tipo na conquista de Canaã, como Ele fez nas dez pragas do Egito (capítulos 7 a 10). Concluímos que o termo vespões pode ser usado no versículo 28 como uma metáfora para o poder de Deus (Dt 7.20; Js 24-12). Além disso, também é possível que vespões, no versículo 28, e terror, no versículo 27, sejam usados de forma similar a meu Anjo, no versículo 23, para falar da aparição pré-encarnada de Jesus. Da mesma forma que a vespa fere as pessoas com sua picada dolorida, o Senhor luta em favor de Seu povo levando a terrível ferroada aos inimigos de Israel.
Este é o uso proposto dos termos terror e vespões. E possível que neste contexto sejam palavras que descrevam a obra de Cristo antes de Sua encarnação. Esta proposta é semelhante à sugestão em Êxodo 12.23, na qual o destruidor também seria um termo que faz referência ao Salvador em atos de divino julgamento.
Num só ano os não lançarei. Esta é a primeira descrição dos planos de Deus para a conquista gradual de Canaã. O Senhor não expulsaria de uma só vez os inimigos dos israelitas. Em vez disso, pouco a pouco, Ele estenderia os termos da terra que Seu povo herdaria, os quais estão de acordo com aqueles mencionados na promessa feita a Abraão (Gn 15.18-21). Nos tempos bíblicos, esses limites nunca foram totalmente alcançados.
A palavra concerto, nesta passagem, refere-se a um acordo unificado que reconhece os direitos de cada parte. Israel foi proibida de selar esse tipo de acordo com seus vizinhos, a fim de que não fosse corrompida pelos perversos costumes deles e não servisse a seus deuses, principalmente a Baal e a outros deuses da fertilidade.
Quão miseravelmente Israel falhou em cumprir a Velha Aliança. Graças a Deus pela Nova Aliança que há em Cristo.

<Estudo Êxodo 22
Estudo Êxodo 24>

Estudo Êxodo 22

Em Êxodo 22, vemos as leis acerca da proteção aos bens. Como veremos no estudo de Êxodo 22, o Senhor Deus dá várias instruções com o objetivo de garantir que o israelita tivesse tranquilidade em produzir sem se preocupar com a segurança do seu patrimônio. Leis civis e religiosas também foram estabelecidas por Deus a fim de manter a ordem no meio do Seu povo. Como Legislador e Rei de Israel, o Senhor imprimiu em cada lei a Sua justiça. As leis sobre a propriedade revelam o zelo de Deus não somente para com a vítima, mas também para com o acusado.
Um esboço de Êxodo 22 pode ser feito da seguinte forma:
  • 22.1 – 6: Leis judiciais – Parte 1
    • 22.7 – 15: Leis judiciais – Parte 2
    • 22.16 – 24: Leis judiciais – Parte 3
    • 22.25 – 31: Leis judiciais – Parte 4 

Leis judiciais – Parte 1 (Êxodo 22:1-6)
Assim como o roubo nos EUA, no século 19, era muitas vezes punido com o enforcamento (pois havia uma grande perda sofrida pela vítima), a subtração de um boi ou uma ovelha também acarretava pesadas penalidades. Geralmente, a indenização era maior do que o valor do próprio animal.
Em Israel, o tamanho do rebanho é que determinava a riqueza adquirida. Aquele que roubasse do seu vizinho, fazia não só a restituição daquilo que fora roubado, como pagava também pelo tempo e pelos transtornos causados na devolução. O boi, sendo necessário para o uso do arado e no trabalho da fazenda, exigia uma restituição mais alta se viesse a ser roubado, pois o dono perdia não somente o seu animal como também o seu meio de ter uma safra. Os desonestos eram ensinados de que o "crime não compensa".
A lei também regulava o tratamento devido aos ladrões. O ladrão morto durante um roubo noturno, não era vingado. A autodefesa era permitida e a escuridão iria mascarar a identidade do ladrão, fazendo assim improvável a sua captura.
Ao proprietário, no entanto, não era permitido a vingança. Eles não podiam matar um homem pego no ato do roubo durante o dia, pois poderia identificar o ladrão. O ladrão, neste caso, poderia ser preso pelas autoridades constituídas. Eles também não poderiam perseguir e matar o ladrão. Ele deveria ser capturado e sentenciado a fazer uma restituição legal. Caso o ladrão ainda estivesse em posse dos animais roubados, isto seria descontado da restituição, pois a devolução dos animais era mais simples. Estas leis são um modelo de justiça e moderação.
Nossa sociedade faria bem em considerar as leis civis de Israel. A restituição é um preceito faltando em nosso código civil. Nós impomos longos anos de sentença, que não recompensam as vítimas dos crimes, e oneram ainda mais os contribuintes. Em Israel, ou o criminoso pagava pelos seus roubos ou seria vendido como trabalhador, pra que a restituição pudesse ser feita. Ainda que estas leis específicas não pudessem ser aplicadas numa sociedade urbana, elas poderiam facilmente ser modificadas e adaptadas para qualquer situação.
A restituição também era imposta quando alguém permitia que seu rebanho pastasse em um campo que não fosse o próprio (v. 5); quando um indivíduo causasse um incêndio que prejudicasse as plantas e a colheita de outrem (v. 6).

Leis judiciais – Parte 2 (Êxodo 22:7-15)
Quando posses e mercadorias fossem deixadas aos cuidados de terceiros e estas desaparecessem em circunstâncias suspeitas (v. 7,8). Como nas leis anteriores, a restituição era feita, acreditamos que cada uma dessas sentenças foi o resultado de casos específicos de queixas levadas até Moisés para que este proferisse uma resposta vinda de Deus.
Em alguns casos de má administração, um juramento diante do Senhor era aceito como testemunho de inocência. Em outras situações, requeria-se uma restituição, a.menos que se provasse que a perda se dera em circunstâncias que fugiam ao controle do responsável pela segurança do animal.O empréstimo também tinha as suas consequências, da mesma forma que acontece hoje em dia. Entretanto, se algo fosse perdido ou danificado na presença do dono do bem, não haveria a necessidade de restituição.
Estas leis são auto-explicativas. Note que o juramento em todas as nações é um reconhecimento do poder, conhecimento e justiça final de Deus.

Leis judiciais – Parte 3 (êxodo 22:16-24)
Deitar-se com uma mulher virgem sem o compromisso do casamento era considerado uma afronta grave. Logo, o homem deveria pagar o preço de seu dote e casar-se com ela (com a permissão do pai). Esta penalidade visava desencorajar o comportamento negligente dos rapazes.
A Bíblia não registra nenhuma execução de feiticeiros, mas relata as mortais consequências da falsa adoração (Êx 32; Nm 25). Numa Teocracia a prática de magia ou feitiçaria era um pecado contra Deus e uma traição ao estado. Aqueles que na antiga América queimavam as bruxas, estavam tentando dar continuidade a esta teocracia através de uma união não bíblico da igreja com o estado. Eles não entenderam a diferença entre Israel e a Igreja do Novo Testamento.
 Uma preocupação em particular foi expressa a respeito das viúvas e dos órfãos, pois eram pessoas desamparadas. Assim, aqueles que poderiam vir a ser seus potenciais molestadores precisavam ficar cientes de que não sairiam impunes, pois Deus estava do lado mais fraco. A afirmação eles clamaram a mim e a consequência desse clamor demonstram o quão importantes para o Senhor eram os oprimidos. Isso é corroborado pela declaração minha ira se acenderá. Ninguém em perfeito juízo provocaria a ira divina. A destruição do ofensor colocaria a sua própria família em igual condição de desamparo. A questão que envolve o modo de tratar as viúvas e os órfãos se configura um tema importante da moralidade pública e privada no pensamento bíblico.

Leis judiciais – Parte 4 (Êxodo 22:25-31)
Deus também teve uma preocupação especial com os pobres de Israel. Estes não deveriam ficar sujeitos às práticas abusivas dos agiotas e tampouco ter as posses de que necessitavam para sobreviver confiscadas como garantia. Concluindo este versículo, o Senhor declara por que é certo e apropriado para aquele em desgraça clamar por Ele. Deus diz: sou misericordioso, antecipando a grande revelação de Seu caráter compassivo a Moisés em Êxodo 34.6,7.
A ninguém era permitido tirar vantagem do pobre por meio de juros nos empréstimos feitos á eles (Neemias 5:1-7). Uma pessoa pobre poderia dar a sua capa como penhora de uma dívida. Pelo fato do pobre usar a suas vestes como coberta ao dormir, o credor deveria devolvê-la todas as noites. Ao mesmo tempo que isto protegia o pobre do frio e do sofrimento, criava uma situação de constrangimento que assegurava de que o débito seria pago o mais cedo possível.
Os juízes não amaldiçoarás. A mesma honra dada a Deus, o soberano Rei, tinha de ser devida aos Seus representantes. Então, blasfemar contra um juiz ou um príncipe, proferindo maldição, representava um desrespeito à autoridade divina.
A oferta dos primeiros frutos e a apresentação dos primogênitos ao Senhor deveriam ser feitas prontamente. Os filhos tinham de ser consagrados a Deus (Êx 13.11-16) no oitavo dia. Este ato lembrava os israelitas de que tudo o que eles possuíam era um presente do Senhor. Que possamos aprender a oferecer as primícias e o melhor á Deus. O melhor do nosso tempo, talento e posses.
A ordem ser-me-eis homens santos demonstra que Israel foi separada pelo Senhor das outras nações, considerada povo de Deus (Êx 19.5,6). Em virtude disso, foi-lhe exigido não comereis carne despedaçada no campo. Provavelmente, tal alimento não podia ser consumido porque todo o sangue ainda não tinha se esvaído da carne. A ingestão de sangue tornava a pessoa impura (Lv 7.24-27).
Os Israelitas não deveriam comer sangue e, portanto, deveriam evitar consumir algo que fosse inapropriadamente abatido. O cuidado deles em se manter cerimonialmente puros, é uma figura da necessidade de nos mantermos espiritualmente e moralmente puros.

Os estatutos, decretos e leis de Deus não impõem ordens absurdas ou hostis. Neles encontramos o Seu desejo em que o Seu povo se mantenha no contexto de uma sociedade organizada e decente. Apesar de serem leis que foram criadas especificamente para o antigo Israel, podemos extrair algumas aplicações de grande relevância para os nossos dias. Inquestionavelmente, Deus preza pela honestidade nos negócios e detesta o roubo e a corrupção. O verdadeiro cristão deve ser zeloso quanto à administração dos seus bens e jamais deve manter relações ilícitas ou duvidosas. Todo aquele que tem o Senhor como Sócio Majoritário percebe que o maior lucro é uma vida ilibada e uma reputação de confiança. Louvamos e honramos a Deus quando somos transparentes em nossos negócios.

<Estudo Êxodo 21
Estudo Êxodo 23>

Estudo Êxodo 21

Em Êxodo 21 Deus continua ministrando a Moisés as leis que devem reger o convívio do povo. Percebemos que a intenção do Senhor é fundar uma nação justa e equilibrada. No estudo de Êxodo 21, vemos as leis acerca dos escravos e escravas, e também acerca da violência e dos acidentes.
Um esboço de Êxodo 21 pode ser feito da seguinte forma:

    • 21.1 – 11: Leis acerca dos escravos – Parte 1
    • 21.12 – 21: Leis acerca da violência – Parte 2
    • 21.22 – 36: Leis acerca dos acidentes – Parte 3 


Leis acerca dos escravos – Parte 1 (Êxodo 21:1-11)
A palavra traduzida como estatutos no versículo 1 é um dos muitos termos do hebraico que descrevem a Lei (a Torá). Essa palavra define a resposta de Deus em relação a uma ação específica, algo como uma intimação de juiz. As leis que aparecem nesta seção são decisões acerca de casos peculiares entre o povo de Israel. Frequentemente as pessoas levavam questões críticas e difíceis a Moisés (cap. 18). Quando o profeta precisava tomar uma decisão a respeito de algum problema e não estava bem certo desta, Ele consultava o Senhor. As sentenças que Moisés proferiu são conhecidas hoje como jurisprudência ou lei casuística. Elas diferiam dos Dez Mandamentos (Êx 20.1-17), conhecidos como lei apodíctica. Estes são preceitos gerais que não se baseiam em casos particulares. Acredita-se que entre as nações do mundo antigo apenas Israel possuía as leis casuísticas e apodícticas. O objetivo de todas as normas era a imposição de limites ao comportamento humano.
A escravidão era uma prática comum entre as nações daquela época. Pessoas eram negociadas como forma de pagamento, a fim de quitar dívidas ou para servirem como esposas ou concubinas, no caso das mulheres. Israel acabara de ser liberto da escravidão egípcia. Na maior parte das nações, senão em todas elas, o jugo de um escravo era terrivelmente pesado. Sofriam inúmeros castigos físicos, além de serem desprovidos de qualquer tipo de direito. O plano original de Deus incluía uma família humana sem distinções que vivesse em perfeita harmonia e em comum igualdade. O pecado, porém, causou a desarmonia e o surgimento das diferenças que geraram e continuam gerando graves consequências.
Era comum a prática da escravidão até entre o próprio povo. Geralmente, os pais podiam vender seus filhos a fim de quitar alguma dívida. Deus precisava legislar acerca do assunto, a fim de que não houvesse injustiças no meio do Seu povo. Após seis anos de serviço, o escravo hebreu deveria ser liberto sem mais nada dever a seu senhor. Como uma espécie de “ano sabático”, cada escravo possuía o direito de obter a sua liberdade, revelando o desejo de Deus em abolir o regime da escravidão. Não adiantava abolir por completo esta prática, dadas as circunstâncias de muitos que precisavam pagar suas dívidas e aprender a valorosa lição do serviço não remunerado. De certa forma, estes escravos também representavam a Cristo, que veio servir à humanidade sem receber nada em troca.
Deus é justiça. Tal atributo precisava estar bem claro dentre as leis que iriam reger a Sua nação eleita. Cada “inciso” de Suas leis contém a justa sabedoria de um Deus que não falha. Apesar de conhecida como lei mosaica, cada regra ali contida foi simplesmente a revelação de Deus ao Seu servo Moisés. O Professor por excelência precisava instruir o Seu povo conforme este pudesse compreender. Deus orientou a Moisés de acordo com a capacidade de aprendizagem de Seus inexperientes alunos. Em cada situação específica, selou a lei que a regeria, não deixando brechas para mentiras ou maus entendidos.

Leis acerca da violência – Parte 2 (Êxodo 21:12-21)
O versículo 12 se baseia nas situações em que a pena de morte podia ser aplicada. Na antiga Israel, assim como em nossos dias, sempre há em todos os casos algumas circunstâncias que podem pesar a favor ou contra a execução. Complica-se ainda mais a questão quando percebemos que no mundo antigo era costume da família ofendida retribuir a ofensa. Quem sofria a injúria ou a morte de um familiar tinha o direito de causar o mesmo dano ao ofensor. Estas leis foram estabelecidas para impor limites a tal penalidade.
A expressão Deus o fez encontrar nas suas mãos indica que a morte foi acidental. Uma pessoa que causava esse tipo de dano poderia escapar da punição ao fugir para outro lugar (Nm 35.9-34).
Se alguém se ensoberbecer contra o seu próximo, matando-o com engano. No versículo 14, a palavra ztd, traduzida do hebraico, significa ensoberbecer ou agir de forma presunçosa. Atos deliberados de assassinato, incluindo a hedionda execução de pai ou mãe, eram punidos com a morte. No caso do crime dos filhos contra os pais, no entanto, é notório que, comparado aos demais, parece que é o único que impõe a sanção de maior grau a uma ofensa de grau menor. Para Deus, a violência contra um progenitor, quer fosse física ou verbal, representava um crime hediondo. O filho que não respeitasse os próprios pais era a maior das ameaças às futuras gerações de Israel. Rebelião gera rebelião. Abaixo de Deus, os pais eram considerados a maior autoridade sobre os filhos. Se os filhos não os respeitassem, tampouco iriam respeitar a Deus ou considerar os Seus estatutos e leis. Muito além de ser uma punição severa, era uma forma de preservar os princípios que devem reger o lar e o bem-estar da sociedade em geral. Quando os filhos se rebelam contra os pais há prejuízo dentro e fora do lar. Infelizmente, a nossa sociedade tem sido uma prova incontestável disso.
A Lei permitia que a vítima de uma briga fosse compensada pelo tempo perdido e pelo tratamento da injúria. Assim como ocorreu com outras leis parecidas, é provável que um caso específico tenha gerado originalmente esta sentença. Estas leis visavam, de certa forma, ao resguardo acerca do abuso dos escravos. Elas não endossavam a prática da escravidão.

Leis acerca dos acidentes – Parte 3 (Êxodo 21:22-36)
Os defensores do aborto algumas vezes citaram o versículo 22 para sustentar a ideia de que uma vida no útero é algo menor do que uma vida fora dele. Independente da maneira como foi traduzida, esta passagem não contém absolutamente nada que apoie exceções à prática do aborto, como se vê hoje em dia. A sentença forem causa de que aborte, porém se não houver morte é o mesmo que dar à luz prematuramente. Logo, o subsequente dano poderia ser um mal ao bebê (ou talvez à mãe e à criança). Se a mulher não morresse do ferimento, o ofensor se responsabilizaria pela perda da criança. Caso a mãe morresse — mas, se houver morte — , a penalidade seria vida por vida.
Neste segmento textual encontramos a mais conhecida frase da lex talionis (lei de talião). Muitas culturas antigas permitiam que a punição excedesse a ofensa. Em Israel, uma sentença correspondia à natureza da injúria. A ideia hoje não é mais olho por olho, dente por dente.
No versículo 26, neste caso, o verbo ferir (hb. nagaph) significa causar uma injúria (em Ex 12.23,29, inclui-se a ideia de fatalidade inevitável) . Um senhor que infligisse danos a seus escravos pagaria com a liberdade destes.
Um boi que causasse a morte humana deveria ser destruído, mas seu proprietário não sofreria maiores punições. Se, entretanto, o animal tivesse um histórico de moléstia às pessoas, provocando uma morte subsequente, seu dono também deveria ser morto. Havia, contudo, a possibilidade de que um pagamento fosse imposto ao proprietário, e, neste caso, sua vida seria poupada.
Trinta siclos de prata era uma quantia relativamente alta naquela época, visto que um siclo correspondia a aproximadamente 12 gramas do metal. No mundo antigo, um escravo não tinha os mesmos direitos que uma pessoa livre. Assim, a Lei visava impor limites a um senhor, a fim de que não praticasse atos abusivos.
Quando uma cova ou cisterna aberta causava a morte de um animal, o dono podia requerer uma restituição, pois os animais eram o sustento de uma família.
No versículo 35, a Lei deu origem à expressão em inglês it depends on whose ox was gored, que em português é algo como depende  e qual boi foi chifrado. Acredita-se que este foi mais um caso levado a julgamento para que pudesse ser criada uma lei e proferida uma sentença. A perda de um animal acarretava um sério prejuízo financeiro.
 Todas estas leis deveriam ensiná-los a tratar uns aos outros com justiça e dignidade, até ao ponto de não mais precisarem aplicar as suas sanções. Não era propósito de Deus que filhos rebeldes continuassem sendo mortos nem que o povo continuasse sempre retribuindo “olho por olho, dente por dente” (v.24). Cristo veio para revelar ao mundo a essência da lei, que é o amor. O apóstolo Paulo sancionou esta verdade: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:10). Deus estava lidando com uma joia ainda em estado bruto, que precisava ser lapidada; com ouro impuro que precisava ser purificado. Para isso, teve de instituir leis conforme a realidade de seus duros corações. A vida de Jesus foi o perfeito cumprimento do que o Senhor desejava realizar no coração de Seu povo e do que Ele deseja realizar em nosso coração, hoje.
Em tempos de crise em todas as esferas possíveis e imagináveis, fomos chamados para representar o nosso Pai Celeste e declarar ao mundo o caráter amoroso de Sua Lei. Diferente das leis civis e penais de Israel, em que nem todas possuíam o agravante máximo da pena de morte, sabemos que “o salário do pecado é a morte” (Rm.6:23). E “o pecado é a transgressão da lei” (1Jo.3:4). E que lei é essa? A imutável Lei de Deus, os dez mandamentos. Portanto, a base do juízo de Deus será a Sua santa Lei, a “lei da liberdade” (Tg.2:12). Olhemos para Jesus! Contemplemos o Filho que foi “obediente até à morte e morte de cruz” (Fp.2:8). Contemplando a Cristo, a Glória de Deus, “somos transformados, de glória em glória, na Sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito” (2Co.3:18). Eis o segredo da obediência gerada pelo amor.

<Estudo Êxodo 20
Estudo Êxodo 22>

Estudo Êxodo 20

Em Êxodo 20 temos a ministração dos Dez Mandamentos cujo objetivo era apresentar ao povo de Deus um estilo de vida limpo, obediente e prático. Os filhos de Israel haviam crescido no Egito, lugar de muita idolatria e paganismo, então os primeiros mandamentos procuram direcionar eles para adoração exclusiva e reverência a Santidade de Deus. Os seis últimos estão diretamente ligados ao relacionamento com o próximo. Deus mostra ao Seu povo que quer ser amado, mas que eles também devem amar e respeitar uns aos outros, dessa forma eles teriam uma vida plenamente equilibrada. Um estudo de êxodo 20 nos mostra que o Povo Tem Medo de Deus pois ao ver a Glória do Senhor sobre o monte, o povo ficou com medo dEle e se distanciou do monte. Em seguida, pediram que Moisés continuasse sendo o mediador do relacionamento com Deus, porque eles tinham medo que o Senhor os matasse. Muitos de nós ainda hoje, agimos assim. Acreditamos mais na oração de outra pessoa, ou na intimidade dela com Deus, do que na nossa própria.
Um esboço de Êxodo 20 pode ser feito da seguinte forma:

    • 20.1 – 17: Os dez mandamentos
    • 20.18 – 21: O temor do povo
    • 20.22 – 26: Instruções para a adoração


Os dez mandamentos (Êxodo 20:1-17)
Esta passagem obedece ao padrão dos tratados que aconteciam no antigo Oriente Médio firmados entre um monarca e seus vassalos. O grande Rei apresentou aos Seus servos, os israelitas, os deveres e as obrigações da aliança que estabeleceu com estes.
Os israelitas tinham recém saído do Egito, uma terra de muitos ídolos e muitos deuses. Porque cada deus representava um aspecto diferente da vida, era comum adorar a muitos deuses para obter o máximo número de bênçãos. Quando Deus disse ao Seu povo para adorar e acreditar nEle, isso não foi muito difícil para eles – Ele era só mais um deus para adicionar à lista. Mas quando Ele disse “Não terás outros deuses diante de Mim”, isso foi muito difícil para que eles aceitassem. Mas se eles não aprendessem que o Deus que os guiou para fora do Egito era o único Deus, eles não poderiam ser o Seu povo – não importa quão fielmente eles guardassem os outros nove mandamentos. Portanto, Deus estabeleceu este mandamento e o enfatizou mais do que aos demais. Hoje podemos permitir que muitas coisas se tornem deuses para nós. Dinheiro, fama, o trabalho ou o prazer podem se tornar deuses quando nos concentramos demais neles para identidade, significado ou segurança pessoal. Ninguém estabelece a intenção de adorar essas coisas. Mas pela quantidade de tempo que dedicamos a elas, elas podem vir a se tornar deuses que por fim controlam nossos pensamentos e energias. Manter Deus no primeiro lugar em nossas vidas evita que essas coisas se transformem em deuses.
Os dez mandamentos são conhecidos como as leis de Moisés. Contudo, Moisés foi meramente um profeta relutante, um porta-voz das palavras celestiais. Esta Lei, na verdade, é a Lei de Deus, por isso a declaração falou Deus.
Não terás outros deuses. O Senhor não deveria ser visto por Israel como um deus qualquer entre todos os outros, e nem como o melhor deles. Ele era e é 0 único Deus vivo. Ele, e somente Ele, deveria ser adorado, obedecido e louvado pelos israelitas. Muitos estudiosos consideram o conceito de monoteísmo uma conquista de Israel, tal como a arte é uma realização original dos gregos, e o direito, uma façanha dos romanos. Tais eruditos acreditam que o verdadeiro monoteísmo (a crença em um único Deus) não fora totalmente estabelecido até a época de Amós (séc. 8 a.C.). Entretanto, o testemunho da Bíblia apresenta uma visão diferente desse conceito crítico. A história bíblica apresenta a crença em um único Deus desde o começo da história de Israel como uma nação. O primeiro mandamento é uma comprovação disso. E tal fato não foi uma realização de Israel. Este povo foi apenas o receptor das revelações divinas.
Não farás para ti imagem de escultura. As pessoas no mundo antigo costumavam esculpir ou moldar imagens de muitos ídolos. O povo de Israel foi proibido de fazer tal coisa desde o início. Os israelitas não podiam produzir nada que diminuísse ou prejudicasse a exclusiva adoração ao Deus vivo. Entretanto, a proibição da criação de imagens não era uma determinação contra os outros tipos de arte.
O terceiro mandamento diz respeito à santidade do nome divino (Êx 3.14,15). A revelação do nome de Deus, Yahweh, transmite um risco. Se este for usado a esmo entre as pessoas, há a probabilidade de que não seja proferido no contexto da reverência. O uso do nome de Deus em vão (hb. shaw') envolve: torná-lo trivial e insignificante; possibilitar sua utilização em ofertas de propósitos malignos. Ao entoá-lo dessa maneira, viola-se seu caráter e sua finalidade (esta era uma das formas como os sacerdotes de falsas religiões usavam os nomes de seus falsos deuses); utilizá-lo imprudentemente na adoração.
O quarto mandamento, lembra-te do dia do sábado, era o símbolo especial da aliança com Israel no monte Sinai (Êx 31.12-18). Com este mandamento, Deus diferiu os israelitas de seus vizinhos. Outros povos possuíam seus próprios padrões de trabalho e ociosidade, mas Israel foi instruído a reservar um dia entre sete. A palavra Shabat (sábado) significa descanso. O dia foi santificado e, nessa ocasião, todo tipo de tarefa deveria cessar. O Shabat era especificamente o sétimo dia, sábado. Seu padrão foi originado no dia de descanso do Senhor, o sétimo dia, após os seis dias anteriores de criação. Durante o Shabat, os israelitas adoravam a Deus e relembravam sua libertação da escravidão egípcia (Dt 5.15). Até mesmo os estrangeiros que moravam entre eles deveriam cumprir o Shabat.
Antes da descoberta dos antigos padrões de tratados e de sua relação com os Dez Mandamentos, muitas pessoas achavam que as duas tábuas talhadas de pedra (Êx 34.1) eram divididas de tal forma que em um dos lados estivessem as leis relativas a Deus e no outro aquelas relativas às pessoas. Usando esta lógica, o quinto mandamento, descrito neste versículo, começaria na segunda tábua. Entretanto, seguindo nosso entendimento acerca de tratados primitivos, é provável que cada uma das tábuas contivesse todos os Dez Mandamentos.
No mundo antigo, uma cópia do tratado era colocada no templo principal de cada uma das partes. No caso em questão, ambas as partes foram mantidas juntas perante Deus e o povo no Santo dos santos. Em relação ao mandamento honra a teu pai e a tua mãe, o termo honrar significa tratar com importância. E o oposto do em vão (v. 7). O cuidado com os pais era um elemento básico da responsabilidade em sociedade e da divina misericórdia para com Israel. Neste versículo, tal princípio está ligado diretamente a como a pessoa viveria na terra. Os indivíduos infiéis a Deus que desrespeitavam seus pais não teriam vida longa na Terra Prometida.
O sexto, o sétimo, o oitavo e o nono mandamentos foram moldados para construir uma sociedade coesa na antiga Israel. Cada um foi baseado nos valores que Deus pôs sobre os seres humanos (sua vida, seus relacionamentos, sua propriedade e sua reputação). Todos esses parâmetros foram reafirmados no Novo Testamento, O sexto mandamento, não matarás, não proibiu todos os tipos de execução. A própria Lei permitia que fosse tirada a vida como punição por alguns crimes (Êx 21.15-17,23), assim como no caso de guerra (Êx 17.8-16). O assassinato intencional de outra pessoa (fora a legítima concessão de pena de morte ou a guerra) violava flagrantemente a santidade da vida. Isso incluía as mortes praticadas por oficiais de estado (leia a história de Nabote em 1 Rs 21).
O sétimo mandamento é relativo ao adultério. Deus considerava a santidade do matrimónio como uma responsabilidade sagrada similar à santidade da vida (v. 13), pois o relacionamento no contexto conjugal é um símbolo de fidelidade. O oitavo mandamento proíbe o roubo, protegendo o direito de propriedade. O nono mandamento proíbe levantar falso testemunho. Neste sentido, protege a reputação das pessoas contra a calúnia. Ele também estabelece uma base concreta para o antigo sistema israelita de justiça. De acordo com as antigas leis de Israel, uma pessoa era considerada culpada ou inocente com base na declaração de uma testemunha fidedigna (Dt 17.6). O falso testemunho arruinava gradativamente a justiça. Cobiçar (hb. hamad) significa possuir enorme desejo por. Cobiçar não era apenas apreciar algo à distância, e sim possuir uma vontade incontrolável, excessiva e egoísta de apoderar-se do bem de outrem. O décimo mandamento aborda uma disposição interior: o pecado também ocorre no pensamento. Isso demonstra que Deus queria que os israelitas não só evitassem praticar as ações malignas previamente estabelecidas em sua mente, como também descartassem todos os pensamentos perversos que levavam às atitudes de cobiça.

O temor do povo (Êxodo 20:18-21)
A resposta de Moisés neste trecho estabelece um dos mais importantes conceitos contidos nos primeiros cinco livros da Bíblia. Note o intercâmbio entre as expressões não temais e temor de Deus. O profeta disse ao povo que parasse de temer; Deus não faria mal a ninguém. Ainda assim, os israelitas continuavam a ter medo do Senhor (Êx 19. 16;20.18, 19).
Deus não queria que Seu povo vivesse aterrorizado, como se Ele fosse uma força irracional, incontrolável e violenta, pronta para agredir pessoas inocentes sem nenhuma razão. Entretanto, o Senhor também desejava que os israelitas respeitassem os riscos óbvios do pecado intencional. Neste sentido, um medo apropriado do Senhor faria com que o povo se tornasse prudente, cauteloso, reverente, obediente e adorador. Assim, os hebreus evitariam pecar.
Deus permaneceu na espessa nuvem — um símbolo de Sua elusiva presença (SI 97.2) . Somente Moisés podia aproximar-se.

Instruções para a adoração (Êxodo 20:22-26)
dos céus Eu vos falei. A voz de Deus intervém na situação humana como interveio no caos para criar o Universo (Sl 33.6), e por isso não há lógica em consultar as obras esculpidas pelo homem. Diferentes tipos de altares são conhecidos dos registros arqueológicos. Altares desempenhavam uma função chave no serviço sacrifical e sua construção era regida por leis específicas.
O povo de Israel foi proibido de fazer qualquer tipo de altar mais elaborado do que um altar de terra, o qual seria usado apenas até a escolha do lugar único de adoração a Deus (mais tarde, em Jerusalém, conforme Dt 12). [Leia Êxodo 24-4 para ver a descrição do exemplo de altar construído por Moisés no monte Sinai, e 1 Reis 18.31,32 para ver a descrição do altar feito por Elias no monte Carmelo.] A edificação desse altar tinha por objetivo rememorar o nome do Senhor, como se verifica na sentença fizer celebrar a memória do meu nome, ou seja, onde quer que Eu faça relembrar o meu nome.O termo tua nudez foi empregado porque a adoração aos deuses de Canaã envolvia atos de perversão sexual. Nada obsceno ou indecente era permitido na adoração ao Deus vivo e santo. A ordem e a decência são exigidas em um culto, sem a mínima mescla de malícia. Às vezes, nossos cultos de hoje carecem disto.

Devemos lembrar que quando o Senhor falou com Moisés pela primeira vez, ele também temeu, mas com o tempo ele ficou íntimo de Deus. O mesmo está à nossa disposição, tudo que precisamos é acreditar.

<Estudo Êxodo 19
Estudo Êxodo 21>

Estudo Êxodo 19

Em Êxodo 19 o povo de Israel chega ao monte Sinai, um dos mais sagrados da história deste povo. Foi nele que Moisés viu a sarça ardente, Deus fez pacto com Israel, deu as leis e regras para uma vida correta, e quais os benefícios da obediência e os males da desobediência. Aqui o Senhor diz a Israel qual o Seu propósito em tirá-los do Egito: fazer deles uma nação modelo, por meio da qual todas as nações da Terra sejam influenciadas e possam aprender a servir e adorar ao Único e Verdadeiro Deus. Um estudo de Êxodo 19 mostra que Israel foi escolhida por Deus para ser nação, a partir de seu pacto com Abraão, Isaque e Jacó (Israel). Nós vimos que de Gênesis 1 a 11, Deus tratou com as nações da Terra e não deu certo. A partir de Abraão ele começa um novo modelo de relacionamento: o pessoal. E promete que a descendência do pai da fé seria uma grande nação.
Um esboço de Êxodo 19 pode ser feito da seguinte forma:

    • 19.1 – 8: A aliança do Sinai
    • 19.9 – 15: Consagração para receber ao Senhor
    • 19.16 – 25: Deus aparece no monte Sinai


A aliança do Sinai (Êxodo 19:1-8)
Podemos notar, por várias vezes nas Escrituras, que as montanhas foram cenários de eventos importantes. Pense no Monte do Calvário onde Cristo foi crucificado e no Monte das Oliveiras onde Ele retornará. No Velho Testamento, a entrega da lei no Monte Sinai, é de suma importância. Israel chegou ao Sinai quarenta e cinco dias depois da Páscoa. A lei foi entregue no qüinquagésimo dia depois da Páscoa, e, mais tarde, a festa de Pentecostes foi celebrado neste mesmo dia. A chegada deles foi profetizada em Êxodo 3:1,2. Aqueles que tiveram oportunidade de viajar para este local, dizem ser um lugar rochoso, desolado e difícil. Os Israelitas acamparam em uma imensa planície de aproximadamente oitocentos metros de largura e vários quilômetros de extensão. O imenso pico de granito conhecido como Monte Sinai elevava-se sobre eles. Alguns o chamam de "O Púlpito de Deus" devido a sua elevação sobre a planície.
Após rever as Suas obras graciosas, Deus oferece entrar numa aliança com o povo. Esta foi a antiga aliança que estabeleceu Israel como uma nação teocrática. Sendo o povo especial de Deus, esta aliança seria a regra de conduta deles, enquanto se dirigiam para a terra prometida (Deuteronômio 4:5, Josué 7:11).
Várias promessas estavam ligadas ao cumprimento desta aliança. Eles seriam um tesouro particular de Deus, acima de todos os povos da terra. Sendo uma nação santa, eles seriam separados para Deus. Israel, sendo um reino de sacerdotes, teria acesso a Deus, podendo assim ser um canal de benção para outras nações da terra.
Todo estudante da Bíblia sabe que Israel falhou no cumprimento desta aliança (Hebreus 8:9). Eles perderam as bençãos prometidas (Mateus 21:43). Por este motivo, Deus providenciou uma nova aliança (Hebreus 8:8) que foi baseada em melhores promessas (Hebreus 8:6-7). Esta nova aliança era a promessa de salvação através de Cristo e de regeneração pelo Seu Espírito (Hebreus 8:10). Ela foi posta em vigor pela morte de Cristo (Hebreus 9:16, Mateus 26:28). Virá o dia, em que Israel como nação, fará parte desta aliança (Jeremias 31:31-34, Romanos 11:25-27), mas ainda hoje, tanto judeus quanto gentios, podem individualmente fazer parte desta aliança pela fé em Cristo (Romanos 11:11). Os filhos de Deus hoje são a Sua possessão particular (Tito 2:14) e uma nação de reis e sacerdotes (I Pedro 2:9, Apocalipse 5:10).
Aqui é um bom momento para corrigirmos uma comum concepção errônea. Muitos suponham que a lei foi dada para salvar, mas tendo falhado, veio então o evangelho. Isto é um erro. A lei nunca foi dada para contradizer ou destruir a promessa da graça feita á Abraão (Gálatas 3:13-24).
O propósito de Deus em dar a lei era o de revelar a Sua perfeita santidade e assim demonstrar o estado pecaminoso do homem á ele. A lei não pode salvar (Gálatas 2:21), mostrar misericórdia (Romanos 10:5) ou fazer outra coisa a não ser condenar o homem (Romanos 3:19). Isto não é por falha da lei, mas por causa do homem ser pecaminoso (Romanos 7:21). A antiga aliança foi perfeitamente designada para mostrar a Israel a necessidade dela de um Salvador (Gálatas 3:24) e nos seus atos cerimoniais de apontar para a Sua obra redentora.
A nação entrou de livre e espontânea vontade nesta aliança com Deus. Apesar deles ter feito o certo (Deuteronômio 5:29, Isaías 64:6) eles pareciam compreender muito pouco aquilo que estavam prometendo.

Consagração para receber ao Senhor (Êxodo 19:9-15)
Deus planejou revelar uma parte de Seu esplendor a um povo que estava despreparado para uma revelação completa. Assim, Ele apareceu em uma nuvem espessa. Um grande estudioso chama este fenômeno de “Sua elusiva presença”, indicando que a santidade de Deus requer Seu caráter quando se trata da revelação de Suas maravilhas ao povo. As pessoas seriam instruídas de forma que estivessem preparadas para a visita do Deus vivo. Elas deveriam ser santificadas, isto é, passar por ritos de purificação para que ficassem cerimonialmente prontas para o encontro. Deus ordenou a Moisés que estabelecesse limites para o povo. Ninguém poderia chegar perto de onde o Todo-poderoso e o profeta estavam, mantendo assim certa distância. No primeiro encontro de Deus com Moisés, junto à sarça em chamas, o Senhor determinou que ele tirasse suas sandálias (Ex 3.5). No caso em análise, as pessoas sequer se aproximariam. Não viverá. A ameaça de morte demonstrava a seriedade do que estava para acontecer. Como deve ter sido antecipar com terror e maravilha o tão próximo encontro com o Deus vivo? Quando a buzina, que era um chifre de carneiro (como em Js 6.4), soasse longamente, o povo poderia subir o monte. As relações sexuais também estavam proibidas durante os três dias, pois tornariam a cerimônia impura.

Deus aparece no monte Sinai (Êxodo 19:16-25)
Todo o episódio que acompanhou a entrega da lei, tinha a intenção de causar espanto e temor no coração do povo de Israel.
No versículo 16 a cena é descrita como sendo uma de espessas nuvens, trovões, relâmpagos e estremecimento. O sonido de uma buzina forte ecoou aos ouvidos do povo, anunciando assim, a presença de Deus.
Nos versículos 17-19 lemos que o monte inteiro tremia e foi coberto com fumaça. O sonido da buzina ficou ainda mais terrível.
Nos versículos 20-25 um aviso quanto a curiosidade é dado. A morte seria o castigo para quem ultrapassasse os limites.
Em outras passagens das escrituras aprendemos que os anjos estavam presentes nesta ocasião (Salmo 68:17, Atos 7:53, Hebreus 2:2).
Qual era o significado desta espantosa e terrível visão? Não estava Deus nos ensinando o que acontece quando o homem pecador se aproxima do Deus Santo não sendo através do mediador, nosso Senhor Jesus Cristo (Hebreus 12:29)? Que esta cena seja considerada por todos aqueles que pensam poder escapar da ira de Deus aparte de Cristo. Deus é perfeitamente santo e Seus padrões são perfeitos. O homem não pode atingir este padrão e ninguém deseja enfrentar o castigo por quebrar a lei de Deus (Romanos 3:23, 6:23).
Fora de Jesus Cristo, não há esperança para o pecador diante de Deus. No Monte do Calvário, nosso Salvador pagou o preço dos nossos pecados. Aqueles que crêem em Cristo descobrem que Deus é um Pai misericordioso e não um juiz implacável. Que a cena no Monte Sinai possa nos levar a apreciarmos mais ainda a Nova Aliança (Hebreus 12:18-24). E que também nos sirva de aviso quanto ao perigo de rejeitar a misericórdia de Deus oferecida através do evangelho (Hebreus 12:25, 2:3-4).

<Estudo Êxodo 18
Estudo êxodo 20>

Aleluia!!!

Qual a origem do termo "Hebreu"?

O primeiro testemunho da existência desse termo se encontra nos arquivo do Egito. A palavra ali presente é “khabiri” (na verdade uma palavr...